DESTINO
Apenas um convite. Aniversário. Um sorriso e eu estava 10 anos mais novo. Tudo mudou, sentimentos que até então estavam enterrados foram aos poucos sendo escavados e redescobertos. Voltando com força ante a possibilidade de serem concretizados. Proibido. Impossível de se resistir. Um olhar, olhos negros como o universo, inexplorados, infinitos. Perigosos. Ignoro os avisos e me lanço sem pensar duas vezes. Me lanço ou sou lançado? Ambos. Quando percebo, estou preso.
Resolvo explorar, tentar desvendar os segredos, vou cada vez mais longe. Não olho para trás nem para frente, simplesmente vou voando. Um brilho. Percebo ser o sol, o centro desse universo. Irradia uma energia pulsante, sem igual. Uma luz que aquece, elouquece. Em pouco tempo fico completamente dependente. Me alimenta e me faz ter forças para seguir em frente, sem planos, entregue. A felicidade toma conta do meu corpo, esqueço que estou preso, me sinto livre, me sinto forte, me sinto crescendo. Ocupando cada vez mais espaço. Mas quando penso ter explorado tudo, percebo que só vi uma fração, pois a cada segundo descubro coisas novas. E novas possibilidades.
E quanto mais eu exploro... mais eu fico preso.
Se acredito em Destino? Claro. Mas ele é cego e nós não.

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